Um livro da lista dos mais lidos que você tenha lido.

Na última postagem da Maratona Literária tenho que falar sobre um livro lido das listas dos mais lidos e curiosamente, li alguns deles.

Entre os mais lidos no mundo já li O alquimista, de Paulo Coelho, O código da Vinci, de Dan Brown e O diário de Anne Frank.

E na lista dos mais lidos no Brasil já li O pequeno príncipe, de Saint Exupéry, A cabana, de Willian P. Young, Cinquenta tons de Cinza, de E. L. James, Dom Casmurro, de Machado de Assis e O morro dos ventos Uivantes, de Emily Brontë .

Vou falar um pouco sobre O morro dos ventos uivantes, pois é o único dos que citei acima que tenho aqui comigo ainda. Os outros foram emprestados e nunca devolvidos… seguiram seus destinos de livros e pronto.

O Morro dos ventos uivantes me encantou e me apaixonei pela história. E não é porque se trata de uma história de amor que já foi reproduzida e adaptada milhares de vezes. Na verdade, o livro não é sobre um casal apaixonado ou uma narrativa simples sobre um amor que transcende as barreiras do tempo: é muito mais. Emily Brontë representa em seus personagens o nascer da crueldade, o egoísmo, a loucura, a vingança e a maldade. Seus temas góticos misturados com uma linguagem simples e descrições de poucos cenários – aqueles que a autora conhecia muito bem – tornam O Morro dos Ventos Uivantes uma obra para ser lida, relida, analisada e discutida. Não vou entrar em detalhes da história para não atrapalhar quem ainda não leu.

“Vejo as suas feições estampadas nas pedras.
Em todas as nuvens, em todas as árvores, a sua imagem me aparece.
Ela esta a minha volta, enchendo o meu ar da noite, refletida em cada objeto.
O mundo inteiro me lembra a todos instante que ela existiu e eu a perdi.”

Obrigada por estarem aqui e me acompanharem nessa maratona literária.
Abraço carinhoso.

Mariana Gouveia
Esse post faz parte da Maratona Literária do grupo Interative-se.
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Lunna Guedes, Obdúlio Ortega, Roseli Pedroso, Ale Helga, Isabelle Brum

Um livro escrito por um homem na sua prateleira.

Como disse ontem, tenho pouquíssimos livros escritos por homens em minha estante. Um deles é Obdúlio Nunes Ortega. Tenho os dois livros comigo. Rua 2 e REALidade.

Difícil dizer qual é o melhor, então prefiro dizer que gosto muito dos dois. Em Rua 2, Obdúlio vagueia com seu contos sobre a rua em que morava. Cada conto traz a figura de uma casa e seu número. Cada personagem e uma história. Vários fragmentos de sua vida e trajetória.

Realidade costuma ser tema de brincadeiras em algumas conversas. Seria Realidade ou Real idade? Confesso que junto as duas coisas dentro dos contos variados de Obdúlio e passeio com ele através de sua escrita dentro do passado, presente e futuro. A realidade sob a visão do escritor traz a sutileza do amor e suas nuances. Ele nos oferece o alvo e o dardo e cabe ao leitor se posicionar onde melhor lhe couber: dardo ou alvo?

Seus contos trazem cenas cotidianas, em sua maioria, da cidade de São Paulo e suas periferias. suas gentes e lugares.

Obdúlio tem também um blog onde posta constantemente. Serial Ser tem crônicas, contos e poesia. A palavra falada e escrita e tenho certeza de que irá te tocar. Quer conhecer? Basta clicar no link do nome do blog e divirta-se!

Mariana Gouveia
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Um livro escrito por uma mulher na sua prateleira

Confesso que olhando minha estante me deparei praticamente somente com livros escritos por mulheres, com quatro exceções apenas. E juro que não foi proposital.

Os livros que vou adquirindo/ganhando/emprestando ao longo dos dias por coincidência, são a maioria escrito por mulheres. Foi uma grata surpresa!

Entre eles, Alice, uma voz nas pedras, de Lunna Guedes. A escrita de Lunna me encanta desde o blog Catarina voltou a escrever e me abraçou por inteiro em Lua de Papel I, II e III. Sou apaixonada pela história de Alexandra e Raissa e seus personagens encantadores.

Lunna me iluminou em sua Lua de Papel e me verteu de cores em Vermelho por Dentro. Nos Meus Naufrágios delirei… mas Alice, Uma Voz nas Pedras me deixou sem cor e cheguei a me perguntar: o que você está fazendo aí, que não faz nada para mudar as histórias que você conhece?
Captei os sentimentos e não me sai da cabeça a mulher que vive uma relação abusiva e ainda se acha culpada de tudo. Alguém aí se identifica?

Lunna nos leva por caminhos que são tão conhecidos, tão reais que chega a doer e emocionar. Já li o livro três vezes, em situações diferentes e confesso que me dói a alma ver Alice em tantos rostos conhecidos. Se você se pergunta aí qual é o seu lugar no mundo, acho que está na hora de ler Alice, uma voz nas pedras.

Mariana Gouveia
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Um livro esquecido na prateleira

O livro chegou dentro de uma sacola, juntamente com outros que uma amiga enviou para que eu lesse… E hoje, buscando um livro esquecido em minha estante o vi. Ícaro redimido é um livro espírita e conta a vida de Santos Dumont no plano espiritual.

Não é o tipo de leitura que eu goste, apesar de algumas vezes ter esbarrado nele, entre uma busca e outra. E curiosamente não sabia que Santos Dumont havia cometido suicídio.

O inventor, personagem desta história, foi um destes Ícaros modernos que, escondendo por trás de sua compleição mirrada e frágil uma alma altaneira e audaz, aspirou a maior das glórias humanas ao desafiar as leis da gravidade. Desejou um dia tornar-se uma grande personalidade e inscrever seu nome nos anais da história, como aquele que realizou o maior sonho do homem: voar como os pássaros…”

Quem sabe, um dia, eu leia… não sei… Por enquanto, até que eu possa devolvê-lo junto com os outros, ficará ali, na prateleira, agora não mais tão esquecido.

Mariana Gouveia
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Lunna Guedes, Obdúlio OrtegaRoseli Pedroso, Ale Helga, Isabelle Brum

Última leitura.

Minha última leitura é uma biografia romanceada de Augusto Frederico Schmidt. Quem contará as pequenas histórias foi um livro que comecei a ler e ficou ali, no canto da estante esperando a vez de terminar e fiz isso nas tardes de terças e quartas enquanto aguardava ser chamada para a fisioterapia. Letícia Mey e Euda Alvim apresentaram a história do menino e funcionário da Casa Costa pereira, do caixeiro-viajante na São Paulo modernista, do editor, do empreendedor visionário, do político discreto e do jornalista.

Mas, acima de tudo, o poeta e sua generosidade e convivência com grandes nomes da poesia como Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Mário de Andrade e outros.

Além da história do poeta, algumas passagens sobre a política do Brasil em plena ditadura, a amizade com Roberto Marinho me chamaram atenção. “Era o homem que agia e o homem que sonhava”, dizia Carlos Drummond de Andrade sobre ele.

“Quero morrer de noite
as janelas abertas,
e os olhos a fitar a noite infinda”

Foi um livro bom de ler. Recomendo a leitura.


Mariana Gouveia
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Qual foi o último livro comprado?

O último livro que comprei tem o selo artesanal da Scenarium Livros Artesanais e é um projeto coletivo: Casa Cheia e também faço parte juntamente com Adriana Aneli, Darlene Regina, Daniel Bonesso, Isabel Rupaud, Lunna Guedes, Obdulio Nuñes Ortega e Roseli Pedroso…

O livro está lindo e claro que dentro de toda suspeita possível ainda continuo achando o livro lindo! Tenho certeza de que, entre os textos você sentirá um que te tocará a alma, isso, se não for todos.

Casa Cheia é esse aconchego de mesa de cozinha onde todos se juntam para contar histórias e e relembrar os velhos tempos. O livro faz parte do Clube de assinaturas da Scenarium 8. E se você estiver interessado em fazer parte desse clube, aqui você tem todas as informações. Segue uma pequena mostra de um dos meus textos que está publicado no livro:

“para quem voa, é permitido o infinito…

Ouço a melodia das asas no meu quintal e transporto-me para a dimensão das lembranças.
Vou te contar como aconteceu esse amor alado e talvez só depois, entenderá que sou feita de asas.
O dia, era qualquer coisa entre 30 de um friorento junho e o dia primeiro de julho. A água no fogão de lenha sempre aquecida na espera de um nascimento rompante. Todos a postos na cozinha, na sala e o pai, entre a agonia de ouvir o choro ou o grito da Dona Fulô, dizendo nasceu – foi assim com todos os três primeiros filhos.
Lá fora, uma garoa fina os mantinham ali, próximos do fogão a lenha e na atividade de picar a galinha para o caldo.
O olhar da parteira era preocupado. Levava muito tempo entre dores, contrações e quietude. A cidade ficava um pouco longe. E foi ali, entre a espera e a busca de ervas para um banho ‘apressador’ de nascimento que ela viu as asas. Um movimento frenético de quem se afogava e tentava sair da poça. Invocou os santos todos que conhecia e salvou a borboleta que debatia desesperada para voar.
Um voo meio desequilibrado e sem jeito e um pouso forçado na dobradiça da janela. E ali, entre o espiar da borboleta colorida, depois de uma manhã inteira de esforços, eu nasci…”

Mariana Gouveia
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Que tipo de leitora eu sou?

Essa imagem tem 18 anos e faz parte de um livro de poesias da escola que meu filho estudou. Na época fui escolhida para finalizar o livro onde alunos de várias séries escreveram sobre a poesia. O texto, em sua edição teve alguns erros, mas o contexto ficou intacto.

Talvez, hoje, se eu fosse convidada novamente para escrever sobre qualquer coisa referente a livros, eu diria a mesma coisa, porque a leitora que sou hoje tem a influência de minha mãe em me fazer escrever.

Minha mãe, com sua simplicidade entendia que a gente só conseguiria sair dali, daquele pequeno mundo que nos rodeava com a leitura. Ela nos preparava para seguir adiante e sabia que somente a educação podia fazer isso, e penso que consegui fazer a mesma coisa com meu filho.

Desde pequena aprendi que ler me trazia tantas coisas que era difícil me ver sem um livro na mão – até hoje ainda é – foi lendo livros que eu quis escrevê-los e com minhas histórias encantar alguém…

A leitora que sou é a mesma que escreve. Às vezes, tanto de uma completa a outra e todas tem os reflexos da menina que fui guiada pela mãe que eu tive.

Mariana Gouveia
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7 – Minha estante de livros.

Qual o melhor exemplar em sua estante?

Mais uma maratona chega ao fim e acho que consegui passar um pouco de minha estante para vocês, mas talvez, o mais difícil é escolher o melhor exemplar de minha estante.

De tantos exemplares, claro que alguns se tornaram meus xodós, tipo aqueles que não empresto, não dou e ficam em um lugar especial em minha estante. Claro que estou falando de Lua de Papel, uma trilogia de Lunna Guedes! E como diria minha escritora/editora favorita – eu sou suspeita – mas como também sou leitora, confesso que eles ficam ali, ao lado do Charlie Brown, os três livros, meus Luas – Hors concurs e tenho dito!

Estou na segunda leitura de Lua de Papel. Confesso que é uma leitura nova e surpreendente. Comecei a leitura porque queria muito que minha Ana, em Portugal conhecesse a história e comecei a ler o livro para ela via vídeo chamada. Lia um capítulo por dia aproveitávamos nossa hora de almoço e tudo teve uma nova visão do livro e até da própria história. Já estamos no livro II e confesso que a forma de ver alguns personagens mudaram.

Mas, como disse, Lua de Papel é Hors Concour e então, qual seria meu exemplar favorito?

Sete Luas é aquela delícia de escrever, tocar, cheirar, ler e se orgulhar e dizer: mas eu fiz parte dessa lindeza?!!

Sim, eu fiz e se você quiser saber mais, aqui tem minhas impressões sobre Sete Luas e nas tags Sete Luas há alguns dos meus textos.

Espero que vocês tenham gostado dessa maratona. Agradeço as curtidas, as participações e comentários, mas digam-me: Qual o melhor exemplar em sua estante?

Mariana Gouveia
Esse post faz parte da maratona de maio e participam
 Alê Helga | Darlene Regina | Lunna Guedes | Roseli Pedroso

6 – Minha estante de livros.

Conte qual livro que está na sua estante a espera de leitura.

Desde pequena ouvi que a leitura é transformadora e meu pai, embora semianalfabeto, repetia a velha frase: que lê, viaja e com isso eu ganhava o mundo. Debaixo da velha árvore que me viu crescer ou na beira do riacho transparente eu corria o mundo.

Cada livro que chegava até a fazenda onde nasci e cresci era uma festa e minha mãe direcionava cada um correspondente à idade e o que podíamos ler. Embora, sob a luz da lamparina, quebrávamos algumas regras.

Na minha estante, dificilmente fica um livro a espera. Tirando os livros da Scenarium que têm morada permanente, mas nos últimos dias me dei de presente Jane Austen com seu romance Razão e Sensibilidade, fica ali, me chamando, aguardando os dias bons para me levar pela mão e conhecer a história.

Claro que há muitos livros que eu adoraria ler, mas como acredito que cada coisa tem seu tempo, vou aguardando o tempo acontecer.

Mariana Gouveia
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5 – Minha estante de livros.

Escolha um livro que se passa em um lugar que gostaria de conhecer.

Devo dizer que minha lista de lugares que eu gostaria de conhecer é imensa e em cada um dos livros, as cidades onde se desenrolam as histórias me chamam a atenção – inclusive, as fictícias, como Teodoro de Lua de Papel, de Lunna Guedes – e viajo em cada uma das ruas.

Mas, uma das preferidas e que ganhou morada em meu coração e nos sonhos, e com isso não digo só a cidade, mas também o país, é Lisboa, em Portugal. Me apaixonei pela Lisboa de Os Maias.

O livro chegou primeiro em minhas mãos, sem capa, ainda na faculdade e lembro – me de que aproveitava cada momento de folga para devorar as páginas. A casa chamada Ramalhete e as Quinta dos Olivais povoaram meus andares nas ruas que eu andava. E em 2001, uma série foi exibida na TV Globo e a cidade ganhou forma, embora cenográfica, de Lisboa aos meus olhos e coração.. Talvez, de toda obra do livro à minissérie, os jardins me chamaram atenção. As ruas de Lisboa, as quintas e os olivais me trouxeram a sensação de já ter estado em Portugal. Era como se por magia, eu me transportasse para além das páginas e fosse parar em Portugal, para além de Lisboa e seus lugares.

Pensando na forma e maneira de que cada autor escreve a cidade sob sua perspectiva, talvez a Lisboa que eu sonhe esteja mais imaginária do que a que está nos meus planos. Talvez Teodoro esteja bem mais acessível quando ando pelas ruas de Juara – que é onde minha família mora e passo as férias – do que a Lisboa dos sonhos.

Recentemente, ganhei, vindo de Portugal a coleção de Os Maias e os novos Maias, que são os livros da foto. Ainda não reli, e não sei se o farei… Sei que os sonhos ainda estão aqui e já são palpáveis…

Enfim, que os sonhos se realizem… e você, qual seria a cidade dos livros que você leu que gostaria de conhecer?

Mariana Gouveia
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