Simples Troca

Sem acusações, e um estando livre do outro por tempo indeterminado.

Se permitindo então ser a presença procurada e o desejo definitivamente encarnado em matéria corpórea e dissolúvel.

É a lei da trégua em segundos de loucura.

É a própria lucidez diante do inevitável e secretamente inesperado.

O amor.

Em cólera expressiva.

O amor.

Charlie

A garota de scarpin vermelho

“na outra margem da noite
o amor é possível
leva-me
leva-me entre as doces substâncias
que morrem a cada dia em tua memória”
Alejandra Pizarnik

Trazia a delicadeza na pele. Cheirava a algum perfume novo que não consegui desvendar.
Os olhos me acompanhavam por onde eu ia. Entre as prateleiras dos livros, entre um exemplar e outro, estávamos frente a frente. Passou de leve por mim e senti a curiosidade de olhar as mãos. O anel acentuava ainda mais o esmalte vermelho. Paramos no caixa, ela em minha frente e eu ali, a espiar a nuca, onde os cabelos caiam discretos em ondas.
Enquanto pagava sua compra olhou para mim e sorriu:
– Não, as palavras não fazem amor. Fazem ausência. Se digo água, beberei? Se digo pão, comerei? Busquei pela memória onde já tinha ouvido essas mesmas palavras e sorri de volta:
– Alejandra Pizarnik?
Concordou com os olhos e perguntou se eu gostava dela.
– Ah, muito! Adoro o estilo!
-Tenho sede quando leio. – riu de suas próprias palavras.
Na minha vez de pagar, meus olhos a acompanhava e ela rapidamente saiu porta afora.

Não vi nenhum sinal dela na rua. Pensei nos olhos, no perfume e senti uma leve saudade bater o peito. Não sei nada sobre ela. Apenas que sente sede quando lê Pizarnik.

Sentei em um banco da praça e folheei o livro recém comprado. Os olhos enxergavam sonhos nas letras quando senti um movimento leve nas minhas costas e duas mãos tapavam meus olhos. Na memória, no toque das mãos que acariciavam meus olhos, não consegui reconhecer a dona delas.
– Adivinha quem é? – nem a voz me parecia conhecida – Tenho sede quando leio.
Acho que te segui, tive curiosidade em conhecer quem lê Alejandra, como eu.

Sentou ao meu lado, com uma intimidade que não tínhamos. Falou-me sobre sua vida, seus desejos e seu riso encheu minha tarde de improviso.
Falei pouco. O que não é normal, no meu caso, e a hora começou a me cobrar urgência no dia. Era para o riso dela ter o nome de alguém e ter a mesma alegria que os olhos dela tem. Falei de ir, já me levantando.

-Ah, não! Mas, já? Nem falou sobre você e nem respondeu sobre o pic-nic de amanhã…
-Pic nic? Que pic nic?
– O que faremos amanhã, ali, naquele canto da praça e pode deixar que venho com meu scarpin vermelho! Me faz sentir mais chic.
Saiu em disparada sem deixar eu dizer nada. Mas deixou comigo a certeza de que adorarei ver ela amanhã de scarpin vermelho.

Mariana Gouveia

Desde que o mundo começou a ser mundo.

“Tomaste o caminho do vento e por lá te demoras”
–  Isabel Mendes Ferreira-

Havia pouco tempo que eu morava ali. Mudamos dias depois que minha mãe morreu. Não sei se para meu pai ficar livre das lembranças e do cheiro dela na casa, nas coisas. O fato é que a casa nova tinha mais coisas dela do que a antiga. Ao arrumar os móveis, tudo era dela e tinha o seu jeito. Tudo foi arrumado, até inconscientemente, da maneira como ela gostava e o jardim, no fundo da casa, parecia haver sido plantado por ela.

Casa nova, novos vizinhos e foi ali, duas casas depois da nossa, para onde elas também haviam mudado recentemente. Um dia depois de nós. E pelo mesmo motivo. A perda da mãe. Elas eram Ana e Cristina. Gostei logo de Ana – tipo amor à primeira vista. Mas, foi Cristina quem ocupou espaço em minha vida. Era tipo aventureira, corajosa e nos empurrava para as experiências dela.

A casa delas tinha um sobrado com um quarto, mas que permanecia trancado desde que se mudaram. Na divisão da herança, elas ficaram com a casa, em que o tio havia morado a vida toda. A chave permanecia debaixo do tapete, antes da escada. E Cris, na sua impetuosidade, obrigou-nos a abrir a porta. Além da poeira em todos os móveis, que um dia retratarei com mais detalhes, havia um baú enorme e é claro que abrimos.

Entre roupas, pequenos bibelôs e livros, havia ali um diário, que as meninas interessadas em tesouro nem deram atenção. Logo começaram a dividir os objetos e, em meio a eles, um sapato de verniz roxo, que Ana calçou como se fosse uma princesa e, então, colocaram o diário em minha mão como presente. Foi ali que desejei ser escritora. Foi ali que desejei conhecer o amor que surgia à minha frente com uma história emocionante de Anna Lee e que retrato agora, em pequenas nuances, em um relato diário de amor:

1º de abril de 1958 – o dia amanheceu nublado e frio. Nas ruas quase não havia ninguém. Foi quando ele surgiu não sei de onde. Vinha cabisbaixo como que procurando algo. Eu havia ido à janela abrir a cortina. Nossos olhares se encontraram e meu corpo reagiu ao encontro. Não sei o que senti, mas sei que foi algo que não poderia escrever sobre. O vento cantava a melodia das folhas das árvores e meu coração cantou junto. Desde que o mundo começou a ser mundo eu já te amava e te conhecia antes mesmo de ver-te. Ele seguiu rua abaixo olhando para trás de vez em quando, abraçando o próprio corpo, como para se aquecer. Aquele gesto mexeu comigo. Meus olhos seguiram e no buscar ele aonde a rua sumia, bati a cabeça na janela. Ele riu. Pude ver isso. Foi a maior certeza que tive em toda a vida. Eu já o amava.

2 de abril de 1958 – Ouvi um barulho na janela, como se fosse uma pedra. Não sabia o que era. Mas, já tinha a sensação plena dele correndo em meu sangue. O coração acelerado, e as mãos suavam, apesar do frio. Quando cheguei à janela, lá estava ele… O sorriso que eu imaginara no dia anterior agora tomava seu rosto e os olhos me desenhavam um horizonte em que eu queria morar a vida inteira. Se possível, morrer dentro deles”.

O diário relatou aos meus olhos uma história de amor. Que descrevi e que vai virar livro. Ana e Cristina foram frutos desse amor. Embora só tivessem descoberto mais tarde. E nós descobrimos um tesouro. A vida nos distanciou nas lembranças, nas histórias livres de cada uma. Ana se tornou enfermeira, profissão que a mãe teria, se não fosse tudo que aconteceu pelos dias dela. Cristina cumpriu a sina de aventureira e perseguiu seu sonho de conquistar o vento.

Quando me chegou o tema do Caderno de Notas desta quarta edição, tive a certeza de que teria de falar sobre isso. Porque o assunto era exatamente o tema do diário escrito por uma mão que já amava alguém antes de o mundo ser mundo.

Mariana Gouveia
*Este post é parte integrante do projeto “Caderno de Notas – Quarta Edição”
Scenarium Livros Artesanais

Na rota do blues

A minha memória ainda guarda aquele dia. Eu, menina, a viajar para o interior de outro estado em um lugar fora do mapa a procurar meu pai. A estação tinha ar de filme antigo que eu nunca havia visto, mas que já tinha lido sobre. O ônibus me deixou ali durante a madrugada. Fazia frio e o paletó de flanela xadrez feito por minha mãe antes de adoecer me aquecia.

A estação não era o fim do caminho. Era o meio. E o ônibus só passaria por ali no meio da manhã.

As duas pessoas no local me olhavam com curiosidade, mas não sabiam me dar nenhuma informação. A luz fraca do gerador a óleo parecia querer apagar a qualquer momento. Não se via quase nada. Apenas uma luzinha azulada vinda de uma janela a poucos metros da estação. Dali vinha um cheiro bom de café e algo que imaginei ser bolo – só aí me lembrei que havia comido apenas na tarde anterior – e o som de uma guitarra que tocava suavemente.

Caminhei até a janela para pedir ajuda e vejo ele, de olhos fechados – e foi uma das cenas mais lindas que já vi – a tocar. Eu, que crescia sobre o manto da música sertaneja encantei-me com a suavidade da canção.

Me convidou a entrar e enquanto eu contava um pouco sobre minha história e o porquê estava ali foi colocada diante de mim uma xícara de chá e um pedaço do bolo ainda quente.

Parecia que eu o conhecia desde sempre. Orientou-me a voltar para casa. Falou do perigo de uma menina da minha idade sair assim, sem ninguém acompanhando e que iria me ajudar. Elogiou minha coragem de ter chegado até ali. Mas que agora era com ele.

Falou da vida, do blues – o ritmo que era a vida dele – da filha que criava só desde que a mulher morreu. Eu, declamei poesias que eu mesma havia escrito e prometemos fazer uma música juntos – quem sabe, um dia, nas minhas férias escolares.

Pegou meu endereço e logo que o dia amanheceu pediu para alguém me levar até em casa em sua caminhonete azul.

Não sei se foi pelas mãos dele, mas dois dias depois meu pai apareceu com uma carta escrita para mim, com o convite para nas férias visitá-lo e a vida seguiu.

Nas férias seguinte, meu pai me levou lá e dali, desenvolveu-se uma amizade tanto pela música como pelo homem. E naquele lugar passei a viver dias de sonhos. As férias eram aguardadas como se espera pelo domingo. Enquanto isso, trocávamos cartas onde eu traduzia as canções que ele gostava.

A vida me levou para longe dali. Algumas vezes, foi possível voltar. Em outras, enviava cartas com presentes para retribuir a atenção de um avô postiço.

Ganhei instantes lindos junto com ele. Dançávamos no campo com as cores de um outono dourado.

Recebi a carta dele monitorada de ausência. As letras miúdas como se fossem desenhos. Todo mundo devia ter essa letra – pensei. Devia ser decreto – Na carta falava que lá tudo continuava igual. Parado no tempo. O ônibus passa agora três vezes ao dia, porque as crianças cresceram e formaram famílias e foi a única coisa que mudou. Não. Ele se enganara. Agora havia também ao lado da estação uma antena enorme que levou modernidade para o lugar e graças a essa antena – que ele odiara no início – podia ouvir minha voz através do telefone da filha.

Mas da janela, a estação que ele vê é a mesma. Era outono quando escreveu. Descreveu o campo em tons dourados igualzinho como quando fui lá pela última vez. E igualzinho eu me lembro e tenho em fotos.

Falou que a música ainda alimenta a alma dele é que a vitrola que eu dei a ele funciona como se fosse nova e que foi o melhor presente da vida. Que quando o carteiro entregou o pacote com o LP que faltava do B.B. King ele quase abraçou o moço. Só não o fez porque iriam interná-lo. Mas que ouviu tanto que a filha reclamava da repetição e que não só ela como os vizinhos, até os mais distantes sabiam de cor e salteado todos os acordes.

A carta tinha o perfume de lavanda no papel. Era uma loção pós barba. Foi descrevendo letra após letra a solidão das tardes e de que pensava em mim com emoção.

Por fim, me disse sobre não deixar de ouvir a música nunca. E que eu plantasse flores sempre.

A resposta foi uma carta da minha maneira com um LP encontrado no sebo, mas descobri hoje que ele não pode ouvir nem ler. Havia partido para uma rota que não sabemos qual, mas sei que continuará seu caminho tocando blues e cada vez que eu ouvir I Believe To My Soul ele estará comigo.

Mariana Gouveia
Texto publicado na Revista Plural Blues
Scenarium Livros Artesanais

e o dia em suspenso lá fora…

Donnant plus de blé
Qu’un meilleur avril
Et quand vient le soir
Pour qu’un ciel flamboie

Edith Piaf

MInha querida Sandra,

Alguns dias, mesmo os mais difíceis – seja por quais motivos – podem se transformar em instantes suspensos de alegria e carinho. Piaf canta e chove lá fora. Daqui a pouco vai escurecer e o relógio já marcou o fim da espera.

Suas cartas chegaram até mim nesse dia estranho de abril. Amanheceu frio, depois de uma noite de chuva, como se fosse inverno… depois, o sol de todo dia abriu as portas do céu e exibiu seu melhor sorriso… e agora, as nuvens começaram a passar rápido pelo quintal com cores surreais. Parecia Le Nuages, de Monet, e a chuva chegou bravia, com ventos que sacudiram minhas árvores no quintal.

De repente, França chegou em meu mundo, em envelopes brancos, com suas cartas me abraçando, dando colo e o dia amenizou por aqui. Não sei como agradecer o carinho e nem como dizer o quanto suas palavras me acalentaram. Como você mesma disse: tem coisas que nem as palavras conseguem descreveré como cheiro de chuva na terra, que descobri recentemente que se chama petricor – você apenas absorve e sente. Foi assim com cada carta e as delicadezas que vieram junto. Enquanto chove e eu te escrevo acolho os cães ao meu lado.

Lolla não gosta de chuva… se recolhe no sofá, igual a tua Toundra… e como se parecem. Já Yoshi, se refugia no quarto, no travesseiro do pai. Coloco no repeat a canção e cantarolo baixinho enquanto o vento balança as folhas para lá e para cá. Chiquinho ama essa chuva e volta e meia seu canto atravessa a porta da sala.

Ainda preciso absorver direito as suas palavras e rabiscar no papel as respostas… ainda preciso cheirar mais sua arte e delirar, talvez, na poesia que inconscientemente você envia junto. preciso absorver você para que a promessa se cumpra de que dure para sempre a correspondência entre nós.

Por enquanto, sou só acalanto e gratidão.
Bisous,
Mariana Gouveia
É abril e é mês de b.e.d.a – blog every day april
Lunna Guedes – Obdúlio Nunes Ortega –  Ale Helga – Mãe Literatura – Darlene Regina

só porque talvez ela volte a escrever poesias

São dias de olhar pelo buraco da fechadura.

o meu amor ensinou-me a chegar
sedento de ternura
sarou as minhas feridas
e pôs-me a salvo para além da loucura

Jorge Palma

Amor,

Esse ano, escrevo para você na véspera porque as datas vão se posicionando no calendário, na previsão e nos baús e amanhã o dia já pede urgência por aqui… Hoje, como em outros anos, relembro o dia marcado como nosso – o 28 de março – em já são 35 anos assim.

É uma vida inteira – alguém diria – e realmente, somando todas as expectativas os 35 anos contam a história de nossas vidas. O nosso quintal antecipa também a data e os voos e pousos de borboletas que tanto me encantam chega até você. Como se a natureza e o universo nos oferecesse de presente o instante.

Os dias que vivemos, olhados pelo buraco da fechadura teve como principio o amor, uma pitada de cumplicidade e amizade. Sempre nos perguntam sobre o segredo de tanto tempo juntos em uma época tão difícil e a gente sempre diz: gostamos de estar juntos um com o outro. De rir, de falar de futebol, de ver filmes, de olhar o céu, de caminhar pela natureza… gostamos muito da companhia um do outro e isso nos fez/faz mais forte em momentos difíceis.

A gente sabe que nem tudo foi flores nessa jornada mas sabemos que se somarmos os dias dentro desses 35 anos o nosso jardim foi criado, as sementes semeadas e colhemos muitos frutos e flores. Eu te amo além da medida… você me aceita com toda a liberdade que sinto e sei que sou amada nos gestos que trocamos… Permite os meus voos, apoia os meus sonhos e me faz feliz.

E assim quero viver até o fim dos meus dias com você!

Mariana Gouveia
Projeto 52
Scenarium Livros Artesanais
Participam desse projeto: Lunna GuedesObdúlio Nunes Ortega

Dentro de uma sexta-feira a promessa se cumpre.

bambina mia,

Foi breve como você disse ao me escrever… nem deu tempo de secar as hortênsias que deixei florindo e já voltei. Voltei e li sua carta como se fosse um abraço.

Você falava sobre os envelopes que envelhecem e recorri ao meu baú para encontrar uma carta antiga sua… era abril de 2017 e ainda não amarelou, mas senti a poesia ganhar vida em suas letras.

Dentro de seu cenário descrito na carta digital e a carta de papel na mão descobri que as estações permeiam nossas histórias. Me deixei levar por suas mãos e olha só… trovejou! Isso já está se tornando rotina por aqui e mais uma vez grito seu nome – uma vizinha perguntou quem seria Lunna, se só tenho Lolla e Yoshi – brinquei que você era meu amor de estimação…

Coloquei Paul para tocar Something enquanto um arco-íris cruza o céu… a tarde ainda está úmida depois do temporal e a casa da vizinha, sem reboco é abraçada por ele. Suspiro como se estivesse aí… suspiro por não estar. Confesso que a sensação é a mesma de quando vejo suas fotos de pães e eu não estou aí para comer.

Sinto a mesma emoção que te toca aí… Espero que tenha sido breve a espera pela resposta e cumpro a promessa nessa sexta-feira chuvosa e cheia de sol nessas nuances que só a previsão do tempo pode explicar… seria esse o mistério das estações por aqui?

Bacio em tuo cuore,

Mariana Gouveia

Carta ao instante de amor(a)

Luci,

Retomando um ritual desde que a conheci te escrevo hoje. Logo cedo, mentalmente, fui criando as palavras que eu queria te contar. É tanta coisa que as palavras foram criando carreirinhas em minha mente e sentei-me aqui para te escrever.

Sabe, Luci, eu fui ver meu pai… Fiquei por lá alguns dias abastecendo minha alma de poesia. Já fazia alguns anos que eu não ia por causa da pandemia. Lembrei-me de você enquanto via ele recusando o prato da comida que ele mais gosta quando descobriu que eu iria embora no dia seguinte e eu tive de contar para ele todas as complicações que seu pai teve quando se recusou a comer. Contei até do estuque verde da parede antiga e criei algumas coisas a mais para animá-lo.

Também contei a ele sobre minha resposta a você e sobre o pajé que me disse na época que não comer era um desacato a quem passa fome de fato… Falei de nossas ligações com borboletas e bichos, de como somos abraçadas por humanos especiais e da chuva de flor que cai em sua rua… Ele riu disso. Me disse que a folha do mamoeiro é o guarda-chuva para esses dias de brincar.

Fiquei mais de uma hora falando de você, Luci, dos cães e de seu pé de laranja lima que para mim nada mais é do que uma personagem de livro. Sua Anna é uma poesia que quero inventar e não consigo porque olhando o olho dela ultrapassa o senso comum das poesias e ele disse que você é uma pessoa de sorte…
Depois de tudo isso ele comeu e fui colher amoras… respirei quando achei uma com o formato de coração. Foi ali, tocando os galhos da amoreira que senti saudades de casa, Luci… Foi ali que descobri que aquele lugar é apenas meu abastecedor de energia e que cultivar esses momentos até um novo reencontro é verbalizar ternura.

E é assim que desejo a você nesse novo ciclo… que o verbo ternurar seja sempre renovado dentro dos seus dias e abastecedor de energia sempre.

Abraço carinhoso,
Feliz Aniversário!
Mariana Gouveia