6 on 6 – Feitiços

Desde menina fui criada com rituais, com rezas, benzeduras e feitiços… Às vezes, a palavra feitiço tinha outro contexto dentro de nossa realidade. Minha mãe, e sua descendência indígena, com seus rituais para a natureza me fez respeitar a força curativa da terra, água, ar e fogo e minha bá era bruxa, assim designada pelas pessoas, que muitas vezes necessitava dos cuidados dela e meu pai era benzedor – já não benze mais – e tentou me passar o “ofício” de curar as pessoas.

Com seus ramos de lavanda, arruda ou alecrim, ele pronunciava palavras de orações e repetia o sinal da cruz algumas vezes, com os ramos verdes na mão e o feitiço estava feito. Lembro-me de que várias vezes as pessoas voltavam para agradecer a cura.

Até tentei seguir seus passos e passei a conhecer o poder das ervas que curam, que “sugam” a energia ruim, mas confesso que meu progresso foi só um pouco além da arca caída e do quebrante de algumas crianças da vizinhança… e na mudança para a cidade grande, a oração se tornou só minha e as benzeduras apenas restritas ao meu quintal.

Passei a usar os astros e a sentir que o universo complementava o conhecimento da terra e de sua força ancestral e que os feitiços iam muito mais além do que as palavras repetidas enquanto fazia o sinal da cruz. O universo era infinito e juntamente com a força curadora da natureza, me trazia a paz. E junto com as rezas do meu pai e os rituais de minha mãe, eu crescia forte dentro da misticidade que vive em mim.

Aprendi a força da lua e o quanto ela influenciava as coisas ao meu redor. O dia de plantar e colher, as fases e os aspectos sobre as águas, o vento, a terra e o ar. Meu pai dizia que qualquer pedido/feitiço/oração feito dependendo da lua tinha efeito rápido e certeiro.

Porém, nada melhor que o tempo e suas nuances para a duração dos feitiços/reza/ritos e bênçãos. O tempo é o curador de tudo – meu pai dizia – e só ele trará certeza das escolhas feitas quando se pede ao universo… O tempo é precioso e o que fazemos com ele determina nosso futuro – minha mãe dizia.

O fato é que as orações/feitiço/bruxarias/benzeduras/mandingas nos acompanham desde sempre e acreditar ou não só depende de você. Para isso, lembro que toda ação tem sua reação e o universo sempre atua a seu favor e de sua fé. Cuidado com seus pedidos e desejos, com os feitiços e contra – feitiços, porque a velha máxima ainda atrai sua verdadeira intenção e não esqueça de que o feitiço sempre vira contra o feiticeiro.

Mariana Gouveia
Projeto 6 on 6
Scenarium Livros Artesanais

Lunna GuedesObdúlio Ortega

6 on 6 – vistas

O que eu avisto quando o olho alcança o quintal? Para onde meus olhos antecede o encanto até mesmo dentro do meu muro? Ou para além da rua de cima onde aponta minha bússola imaginária? Não vejo a arquitetura de uma cidade que cresce – às vezes, de forma desordenada – com suas invasões e desmatamento nos arredores.
O que vejo, é a densidade de uma natureza que luta para viver… seja no meu quintal, ou nos cantos por onde ando.

O cerrado é logo ali, rente as casas em um lugar onde o sol mora… e o algodãozinho do cerrado brota como se pudesse morar aqui para sempre.

E o cerrado se faz vivo mais do que nunca dentro do meu quintal e na rua de cima… é ele que amarela as tardes por aqui e faz com que os insetos briguem em um constante zuum zuumm…

E nem só de amarelo vive o quintal, e nem de sol… A primavera, ainda com ares de quem acaba de nascer se ostenta para lua enquanto o meu olho enxerga o céu e suas nuances…

É como se as nuvens estivessem vestidas para a festa… e o contorno da casa vizinha fosse o palco.

Mas, há dias em que a lua em suas diferentes fases quer apenas se encostar na folha, espiar os frutos que nasceram por aqui…

ou simplesmente se dar ao luxo de ficar de quina para as flores…
A pandemia me deixou reclusa… e para além de onde enxergo dentro ou fora dos muros tento que minhas vistas sejam de esperança de dias melhores e esse meu desejo chega até você.

Mariana Gouveia
Projeto Scenarium 6 on 6
Scenarium Livros Artesanais
Participam desse projeto: Lunna GuedesRoseli PedrosoObdúlio Ortega

6 on 6 – Atos

Passava os dias ali, quieto,
no meio das coisas miúdas.
E me encantei.
Manoel de Barros

Meu primeiro ato logo pela manhã vem anunciado de pássaros… seja o Chiquinho – meu pássaro de todo dia, que já me acorda com seu chilreio e pede atenção. Com ele canto, assovio e troco a água, as comidas – seja pelo bem-te-vi…

outro morador das árvores que só come no prato e me faz repetir várias vezes: eu que te vi, enquanto ele canta, come e voa fugindo dos cães.

Outro ato que me encanta é verificar os ninhos e dar aconchego aos que gostam de colo e pouso. Enquanto isso, o quintal vira uma cantoria de aves entre o pé de algodão e o de ipê.

Depois da atenção aos pássaros, procuro pelos casulos que eclodiram e presencio quase sempre o nascimento de uma borboleta. É quase uma magia e me emociono todos os dias com elas. Cuido das plantas e energizada me preparo para o amor em dose dupla.

A partir daí, meu ato é de puro dengo… Yoshi e Lolla pedem atenção e entre um afago e outro tenho que deitar para o cheiro no pescoço. Aqui, Lolla fugiu da foto…

Só daí é que vou para o ato do trabalho e da escrita. Respiro, agradeço e começo o dia.

Mariana Gouveia
Projeto 6 on 6 – Scenarium Livros Artesanais
Participam desse projeto:
Lunna GuedesObdúlio Ortega Darlene Regina

6 on 6 – Recortes Urbanos

Quando meus olhos estão sujos de civilização,
cresce por dentro deles um desejo de árvores e aves”.
Manoel de Barros

Confesso que não sou muito urbana, embora more em área urbana tento transformar meu lugar em um espaço de natureza. Meu quintal me permite viver a natureza no sentido amplo da palavra. Recebo, de vez em quando, nos meus espaços urbanos a ave típica do Pantanal. Virou assídua entre o meu telhado e os dos vizinhos. Rouba a comidas dos passarinhos e é majestosa no meu lugar.


Minha cidade, além de ser conhecida – hoje bem menos – como cidade verde, também é conhecida como a cidade do sol. A média diária de calor, com raríssimas exceções beiram os 38º, com picos de 40/42º… então, o sol me presenteia sempre com imagens lindas e contrastes entre os prédios e casas.

Seja no amanhecer – já que o dia, em sua maioria dos dias, já amanhece quente – no meio da tarde…

E no anoitecer…

Em cada direção que a gente olha, o sol é o protagonista e suas invasões entre os prédios e casas…

Há outros espaços da minha cidade que adoro e me inspiram… as igrejas e seus mistérios de fé, os casarios antigos dos becos contando a história e seu tempo. Essa é minha cidade e meus recortes urbanos.

Mariana Gouveia
Projeto fotográfico 6 on 6
Scenarium Livros Artesanais

Participam também desse projeto
Obdúlio Ortega Darlene ReginaLunna Guedes

6 on 6 – Nostalgia

A nostalgia cambaleando por todos os cantos e invadindo as dimensões do espaço.”
Juliana Sfair

Querida nostalgia,

Em alguns momentos, a memória provoca lembranças e se eu fechar os olhos ainda posso sentir o tempo lá da infância. Imagens que me fizeram ser o que sou hoje… A caixa de fotografias com os risos na cara e a alma leve…

Nelas, eu caminho pela vida de criança e com meu baú de afagos… Nas manhãs, com a fragrância do café coado, a cozinha era um dos lugares favoritos. Aconchego, amparo e sabores…

A lenha crepitando no fogão e a preparação das comidas era alquimia pura. Hoje, talvez seja uma das coisas que mais me traz você nesse sentimento envolto em memórias.

Sabe, nostalgia… o seu nome entoa em mim como se fosse uma canção… quase consigo ouvir os passos de minha mãe pelos campos, logo atrás da casa enquanto os capins cantavam a música do vento… eu a via abrir os braços e saudar a natureza em sua essência pura de ser.

Dos sons que minha memória me alcança tem o aboio do meu pai a chamar a boiada para o curral… era como se eu estivesse dentro de uma tela de cinema e aquele homem em seu cavalo, meu herói… o personagem principal de minha história…


Pena que tenho que falar com você com apenas seis imagens… a minha história tem momentos infinitos e amores eternos… e entre eles, Chuim, que me aguarda todo ano para me mostrar que o amor de verdade mora nos olhos cor de mel dele…

E aqui, me despeço envolvida em seu nome… nessas lembranças que me energizam e me acalenta a alma.

Abraço,

Mariana Gouveia
Projeto 6 on 6 – Scenarium Livros Artesanais

6 on 6 – Aconchego

Querida Erli

Quando recebi o tema do dia 6 e era a palavra aconchego lembrei-me de você, e resolvi escrever essa carta. A palavra me leva à você quando penso no Juvenal, da Feia e de D. Terezinha… As nossas conversas via comentários, às vezes, acontecem pela manhã e no seu espaço me sinto aconchegada.

Sinto como se sua mão estivesse ali, pronta para o apoio, para o carinho e pronta na leveza dos dias. Como eu precisava de 6 fotos para retratar Aconchego, resolvi estender a mão através das palavras para te agradecer.

Te agradecer por me encorajar, por ser esse ser de luz que abraça as pessoas e os animais. Por ser tão presença de amor com sua sobrinha e por me oferecer exemplo de humanidade todos os dias. Por ser você, de riso solto e amor no coração.

Sabe, minha flor, adoro a maneira que você me mostra esse Goiás que nasci e me deixa respirar o cerrado através de suas fotos… Com você, caminho pelo seu bairro, por suas coisas e sua cidade. A festa do congo me faz lembrar da minha infância e assim, você aprimora meus dias dentro do carinho.

E assim, quero que esse aconchego te traga para meu quintal e que meu afago te alcance nos pousos das borboletas, com Yoshi a espreitar meu dia…

Que as joaninhas e Chiquinho te encante e assim meu abraço chega até você. Que essas palavras cheguem também em um abraço para D. Terezinha com muito carinho envolvido… E por fim, roubo de seu lugar uma foto do Juvenal Tryppa, que acho que foi quem nos ligou de alguma maneira.

Que ele adoce seus dias em puro amor.

Um abraço carinhoso,

Mariana Gouveia
Adriana Aneli – Alê Helga – Claudia Leonardi – Darlene Regina – Lunna Guedes – Obdulio Ortega – Roseli Pedroso

6 on 6 – Personagens urbanos

Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.
Oscar Wilde

Até onde as pessoas me alcançam quando atravesso a cidade e nossos olhares se cruzam – ou até nem cruzam – e me tocam na essência da alma? Busco captar alguns olhares e dentro dos gestos eles me tocam de alguma maneira. Vejo personagens que eram comuns na minha adolescência e que hoje são raros. Quando vi o menino engraxate, lembrei-me do meu irmão que logo que chegamos na cidade grande confeccionou sua própria caixa e foi para as ruas para ajudar nas despesas.

Em algumas andanças a coragem do moço que trabalha para a rede de energia me chama atenção e capto a singularidade e o desafio de lidar com a altura.

Meu olho vê o cenário triste que invade quase todas as cidades. Os invisíveis. É tudo tão desigual que me sinto mal ao retratar o que vejo, mas diante de uma encomenda para um jornal local, fotografo a realidade e a ironia na frase da placa.

A cena muda de lugar, e a realidade exposta em minha frente é um retrato cruel e me mostra o lado quase oculto das ruas da minha cidade.

Em contraste com o que vejo, a moça apita estridentemente para mim. Capto seu olhar e ganho um sorriso. Atravesso na faixa de segurança para pedestres e ganho um apito. A performance é para alertar sobre os acidentes de trânsito.

No ponto de ônibus, ele vende suas frutas. Já é conhecido por todos ali. Conta piadas, fala de novelas, BBB e futebol. Tem a fruta mais doce do mundo – confirmo que sim – e percebo que ele faz o seu melhor.

Esses são alguns dos personagens urbanos que meu olho acolhe. Alguns já se tornaram amigos. Outros, ganham minha solidariedade e acalanto. A vida e seus desiguais. Os iguais diante de tanta pluralidade.

Mariana Gouveia
Projeto Forográfico 6 on 6
Scenarium Livros Artesanais
Obdulio Nuñes Ortega, Lunna Guedes

6 on 6 – Vitrines

E aí o mundo ficou de cabeça pra baixo.
Do nada, era você, no centro de tudo. Era você, meu mundo.
Ágatha Ramos

Ela é minha melhor vitrine. E fez surgir em mim o amor incondicional. E vê o mundo de cabeça para baixo. Onde quer que esteja, lá está ela, de ponta cabeça.

Ouve músicas, mexe no celular sempre com a cabeça para baixo. Mas isso, tem uma razão de ser:

Ela consegue mudar o mundo e transforma as coisas ao seu redor. Traz a leveza da alegria e faz com que a vida seja vista de maneira diferente.

É a melhor forma de amor em mim e mesmo tão longe, me faz a avó mais feliz!

Porque o mundo dela melhora o meu e o riso dela é a melhor coisa que a vitrine da vida me mostra.

Ela entrou em minha vida e passou a fazer parte de minha história. Gladys é o amor em forma de menina e eu a amo muito! Ela é a vitrine onde eu exponho meu melhor amor.

Mariana Gouveia
Projeto 6 on 6
Scenarium Livros Artesanais

6 on 6 – Portas

Falar sobre portas me leva para as igrejas do meu lugar, com suas portas nem sempre abertas. Com suas histórias de fé. Com momentos do seu povo e ritos. Isso me leva para grande parte de minha infância e de minha vida.

As tradições e religiosidades do povo e as características e arquiteturas vão além de templos para os fiéis, muitas delas também são consideradas pontos turísticos. As festas dos santos e tudo que se traduz na vida da cidade.

O povo constrói as tradições através dos tempos e da fé que os move, naquilo em que acredita… Como se a porta sagrada onde se faz o sinal da cruz, os livrasse de todo mal.

Algumas histórias recontadas, transformadas em lendas ou simplesmente passam a fazer parte do cotidiano do lugar.

É impressionante ver que em cada porta que se abre ou se fecha a história fica como testemunha dos relatos, dos mistérios e das confissões de fé.

A historicidade, a tradição e a singeleza do lugar fazem com que toda simplicidade seja mais um motivo da coragem de quem se constrói com fé.

Cada vez que falo de portas, lembro-me de meu pai que sempre dizia: quando Deus fecha uma porta ele abre uma janela… Isso ficou na memória da criança que se tornou mulher. Não é um conselho que eu siga ou fique apegada a isso. Talvez, falando sobre religiosidade, igrejas e fé, o que me vem à memória é um texto que está no meu livro recém lançado, Desvios para atravessar os quintais e retrata bem sobre o que sinto sobre fé, coragem e portas. Muitas vezes, a melhor porta que se abre é a do abraço de um amigo:

“Passei pelo centro quando o sino gemia dentro de um horário errado e me levou para a cidadezinha do interior aonde tudo era feito ao som dos sinos – quando uma criança nascia / alguém morria / alguém chegava / alguém partia e o padre tivesse de passar alguma notícia qualquer – e  o povo todo surgia como um passe de mágica. Ouvir o sino da matriz em seu rugido rouco e enferrujado me fez parar e perceber a mudança na fachada da igreja. Tudo modificado desde a primeira vez que a vi. Pareceu-me que só eu havia ouvido o sino. Pessoas apressadas, em seus vai e vem fazendo contraste com os carros em fila aguardando o sinal abrir. As duas torres, seus relógios e seus vitrais coloridos em sua imensidão passava desapercebida pela multidão. Tudo parecia feito de preto e branco. Os instantes, o dia de hoje, a hora… Lembro-me da última vez que estive ali, a procura de apoio e dei de cara com as portas fechadas. Estava com um diagnóstico dentro da bolsa, com coração alarmado e buscava a esperança na fé. Um dos padres me disse que a igreja estava fechada e mandou-me buscar apoio na igreja do meu bairro. Pareceu-me que ele ainda estava ali, atrás da porta, a sensação da porta fechada… de novo dei meia volta e a igrejinha do meu interior, com as portas sempre abertas… Padre Quirino a cumprimentar as pessoas, a acolher as crianças e a oferecer sempre um abraço. A igreja do meu bairro, naquele dia, também estava fechada, mas encontrei a fé num riso de um médico, que nem abriu o envelope do diagnóstico. Abriu os braços para mim e me acolheu no coração como amiga.”

Mariana Gouveia
Projeto 6 on 6 – Scenarium Plural Editora
Participam desse projeto:
Lunna Guedes, Obdúlio Ortega e Darlene Regina

6 on 6 – Em 2020 eu…

Resumir um ano inteiro e tão atípico em 6 fotos é um desafio. Eu poderia descrever cada mês com a mesma intensidade com que aconteceram os dias. Mas, até nossas vidas serem modificadas pela pandemia aconteceram encontros, abraços e risos.

A pandemia transformou meu dias em artesanatos, comida, livros, comidas, receitas, comida, fotografias, comida, caminhadas pelo meu quintal, comida, lives, comida, estudos, comida. Nuca estive tanto na cozinha como nesses meses.

Passei a acompanhar o por do sol do ângulo que o muro me permitia e os tons atravessaram os muros e fui brindada pela beleza. Tantas, em nuances e cores…

tantas em formas diversas e de alma.

Chorei perdas, sofri com números, usei máscaras, plantei flores e colhi tudo que plantei.
Aguentei desaforos, solidão, e escrevi…

Escrevi e lancei um livro: Desvios para atravessar quintais. Talvez não tenha conseguido passar nem aqui, nem no livro o ano diferente e assustador que o mundo inteiro viveu/vive… Mas, preferi encarar ele com poesias e é assim que esse projeto chega até você que me lê.

A possibilidade de uma vacina renova a esperança em um ano novo que chega. Não somos mais os mesmos. Não seremos. Há um novo tempo no ar. Isso causa medo e ao mesmo tempo me encoraja a acreditar. Enquanto tudo isso não chega, deixo vocês com a poesia:

“O cheiro da grama recém cortada dá a sensação de passado. A memória resgata lembranças que fizeram parte da infância.  Contei minha vida em carta. O rádio e sua maneira de resgatar verdades. Tudo acontecia no século passado. A música da sua vida na voz do locutor. As ondas gravitacionais fazendo com que a viagem seja feita passo a
passo. O porta-retratos guardando a família toda. Os que já foram parecem mais presentes ainda, mesmo depois de tanto tempo. O verbo era quase um propósito de espera. As ervas no jardim, criando sementes – as flores sendo colo para a vida – e da semente, a flor… fruto. O amor sendo a palavra feminina na cor. Era apenas o regresso de um mundo que sonha vontade.”

Mariana Gouveia
Projeto 6 on 6
Scenarium Plural Editora.
Se tiver interesse em meu livro novo, é só chamar (11)99241-5985

Participam desse Projeto:

Participação de 6 On 6 de:
Lunna Guedes — Obdúlio Ortega— Darlene Regina