
Bambina mia,
de onde venho a palavra dama tinha outro sentido. Talvez seja aquele mais antigo, cheio do charme do interior… por isso, talvez, meu questionamento em dizer o que a editora pensou ao citar a palavra dama. Eu acho que caberia mais a palavra mulher e suas nuances. A mulher e sua escrita aguerrida, a mulher e sua luta diária. Mas, já que falamos sobre escritos vou me ater aos escritos – por uma dama – E claro, que em minha lista você e seu clássico Lua de Papel em sua trilogia ocupa um espaço único. Ah, tá!… você vai dizer que sou suspeita e sou! assumo-me fã dessa trilogia e as mulheres que você retrata nelas.
Minha menina nuvem Suzana Martins e seu InverSus é esse arrancar de pele, de se desnudar e eu sou muito babona nela. Suspeita? Totalmente! E cabe inteiramente dentro do mio cuore.

Faço reverências todas as vezes que leio Rozana Gastaldi Cominal. Ela é maravilhosa e nos alcança com seus escritos vorazes. Retrata a mulher em seus mais variados jeitos.

Katia é essa explosão! Labareda. um UAU dito em voz alta e entre suspiro… E você sabe de meu começo de história com Katia Castañeda. Para mim, mais do que o olho de admiração, vem o fogo de seus escritos. É de arrepiar a pele e de queimar a alma.
E confesso, bambina, que quando leio Adriana Aneli eu sinto o sabor do espresso saindo da cafeteira mesmo sendo outro livro dela que esteja lendo. A escrita é saborosa e degustativa. Por falar nisso, vamos tomar café?
E para não dizer que não falei de damas para além das escritoras da Scenarium nem vou dizer nada sobre a escrita de Jane Austen, porque foi através de você que me vi debruçada nos escritos dela. Portanto, isso é culpa sua!
Claro que faltaram mulheres fabulosas da Scenarium e outras mais. Porém, em seis fotos eu só consegui absorver e sorver em instante o que me inspiro em você. Daqui a dois dias o mundo falará do dia internacional das mulheres. E depois disso, a roda do tempo girará até o próximo dia 08 de março e essas mulheres bravias terão sempre escritos para me inspirar dentro de minha forma de dama, “quase” recatada e do lar.
Bacio,
Mariana Gouveia
Participam deste ptojeto: Claudia Leonardi – Lunna Guedes – Silvana Lopes – Obdulio Ortega – Roseli Pedroso



Cara mia, a palavra dama (por razões obvias) foi uma provocação a uma matéria de jornal que li anos antes quando se referia a livos que foram publicados por mulheres, usando nomes masculinos, mas que tinham sido escritos por um dama. Houve um tempo em que mulheres não tinha autorização para serem nada além de damas.
Mulheres que escrevem e se escrevem e se leem sempre existiram. Durante muito tempo, poucas eram as que poderiam deixar a condição de gaveta, como Emily que foi guardando seus poemas amarrados até a sua morte. Em vida, apenas 06 poemas publicados em um jornal da cidade, resultando em uma severa bronca, afinal, isso cobriu o homem da casa de vergonha. Escrever tudo bem, versinhos de gaveta para sua distração e só.
CurtirCurtido por 4 pessoas
sim, lembro-me bem, à época. Ainda hoje, temos de lidara com isso.
Grazie por me permitir fazer parte desse grupo tão singular.
CurtirCurtir
O tema rende não apenas este que foi colocado, mas vários outros bons debates. E caiu como uma luva à propósito de mais um “8 de março”, que está a beira de chegar.
CurtirCurtido por 4 pessoas
A ideia era essa mesma, Ricardo: homenageá-las.
Abraço
CurtirCurtido por 3 pessoas
Que honra estar com vocês. Leituras que nos instigam, escritas estimutlantes. Escrever faz parte de nós, ufa!
CurtirCurtido por 4 pessoas
A honra é nossa sempre! Abraço carinhoso ❤
CurtirCurtido por 1 pessoa