Mariana Gouveia

6 on 6 – Vícios

As paixões, quando mandam em nós, são vícios.
Blaise Pascal

O tema do 6 on 6 de hoje é vícios… Poderia falar sobre vários temas dentro da imperfeição que a palavra define. Considerado como ruim, a palavra derivada do latim vitium me levou por outros caminhos… Ouvi de amigos desde sempre sobre meus “vícios” dentro das coisas que gosto e me fazem bem e no fim, fazem parte de minhas paixões… estão preparados?

Xícaras… Mais do que a palavra café, um dos muitos vícios que tenho são as xícaras. Tenho uma infinidade delas, de variados tamanhos e modelos diferentes. A maioria delas foram presentes de amigas. Algumas, perdi após quedas ou estão esquecidas em alguma caixa ou baú… As das fotos são as que estão sempre à mão… seja para uso, ou expostas na estante.

Artesanatos… ainda menina aprendi o crochê e o bordado. Já adolescente, além da pintura, me apaixonei pela máquina de costura e seu poder de juntar retalhos e transformá-los em arte. Desde então, como artesã – acho que minha primeira profissão – passei a fazer vários tipos de artesanatos e esse é um dos “vícios” que me acalma, e me rende uma renda extra no orçamento.

Fotografia… sem dúvida é o “vício” maior que possuo… O meu quintal é o lugar preferido e os pássaros, joaninhas, borboletas, etc… os modelos preferidos. Onde estou, sempre tenho minha câmera – ou câmeras – comigo. E sim, eu ainda uso a velha Kodak, com seus filmes 35mm, e em sua maioria das vezes, em preto e branco. Costumo dizer que comecei na fotografia, mais por hobby e levada pelo problema de usar imagens de internet com seus direitos autorais e resolvi usar minhas próprias imagens. Sem nenhum conhecimento técnico, seguia apenas o impulso e apaixonei. Claro, que depois de um tempo fiz alguns cursos, aulas e aperfeiçoamento com leituras e estudos sobre fotografia, embora, as câmeras dos celulares hoje, ganham em imagem, nitidez e rapidez. Mas, eu ainda prefiro as fotos de minhas boas – e nem tão velhas assim – câmeras.

Cartas… esse é um vício desde a adolescência… escrever cartas. Adoro o cheiro do papel, a letra de quem envia… os envelopes coloridos e as palavras. O carteiro da minha rua já sabe dessa paixão e embora possa colocar a carta na caixa de correspondência, como faz em todas as outras casas, ele disse que prefere ver a alegria do meu olho ao pegar o envelope. Não sei explicar a sensação de abrir o envelope e ler… nem da emoção de responder uma carta recebida, seja de parentes dando notícias, ou mesmo de alguém do outro lado do oceano falando de poesia e mar…

E por falar em mar… as conchas marinhas me encantam. Mesmo sendo alguém que nunca pisou na areia do mar. As conchas chegam até a mim trazendo o barulho do mar e a poesia marítima – ser que sou – e oceânica que quero ser. É algo que não sei dizer ou explicar… sou quase maresia, mesmo sendo gente de rio e córregos.

E a caçulinha dos vícios – entre outros tantos menos danosos – as suculentas. De várias espécies e tamanhos e não couberam na fotos todas juntas. Passo horas inteiras cuidando, admirando e até conversando com elas. Há a preferida, a diferente, a comum – e ainda assim, magnífica – a mais nova, a que mais cresceu e a que precisa ser mais cuidada e no fim do dia, na leveza do tempo e no quintal, a observação delas.

Se você chegou até aqui, não diria que meus vícios sejam vícios… o chocolate – hummmm – o doce de leite da infância… e o café de todo dia cabem mais aqui, talvez… porém, a minha realidade caminha por atalhos diferentes e entre um gole de chá ou de café, essa sou eu.

Mariana Gouveia
Agosto é o mês dos vícios e de B.E.D.A
Participam desse projeto: Claudia Leonardi – Obdúlio Ortega – Lunna Guedes – Roseli Pedroso – Adriana Aneli – Darlene Regina

6 comentários em “6 on 6 – Vícios

  1. Eu só tenho uma coisa a dizer: culpada…
    Artesanato (embora costure livros) não é para mim, não tenho habilidades com as mãos e fios e agulhas e máquinas. E não sou muito fã de conchas. Eu lembro que quando menina, as crianças viviam recolhendo conchinhas e eu espiava com um pouco caso imenso. Alguém me perguntou “quer ir até lá?” e eu olhei com o meu famoso olhar de indiferença. No way. .rs
    No mar, eu gosto do som das ondas e só. rs

    Curtido por 1 pessoa

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