6 on 6 – Nostalgia

A nostalgia cambaleando por todos os cantos e invadindo as dimensões do espaço.”
Juliana Sfair

Querida nostalgia,

Em alguns momentos, a memória provoca lembranças e se eu fechar os olhos ainda posso sentir o tempo lá da infância. Imagens que me fizeram ser o que sou hoje… A caixa de fotografias com os risos na cara e a alma leve…

Nelas, eu caminho pela vida de criança e com meu baú de afagos… Nas manhãs, com a fragrância do café coado, a cozinha era um dos lugares favoritos. Aconchego, amparo e sabores…

A lenha crepitando no fogão e a preparação das comidas era alquimia pura. Hoje, talvez seja uma das coisas que mais me traz você nesse sentimento envolto em memórias.

Sabe, nostalgia… o seu nome entoa em mim como se fosse uma canção… quase consigo ouvir os passos de minha mãe pelos campos, logo atrás da casa enquanto os capins cantavam a música do vento… eu a via abrir os braços e saudar a natureza em sua essência pura de ser.

Dos sons que minha memória me alcança tem o aboio do meu pai a chamar a boiada para o curral… era como se eu estivesse dentro de uma tela de cinema e aquele homem em seu cavalo, meu herói… o personagem principal de minha história…


Pena que tenho que falar com você com apenas seis imagens… a minha história tem momentos infinitos e amores eternos… e entre eles, Chuim, que me aguarda todo ano para me mostrar que o amor de verdade mora nos olhos cor de mel dele…

E aqui, me despeço envolvida em seu nome… nessas lembranças que me energizam e me acalenta a alma.

Abraço,

Mariana Gouveia
Projeto 6 on 6 – Scenarium Livros Artesanais

10 comentários em “6 on 6 – Nostalgia

  1. Interessante esse navegar pelo ontem tendo como fio condutor a saudade… adorei a foto do mato florido. Não tenho lembrança alguma referente a isso, mas é a imagem que mais provocou-me e causou um sentir nostálgico. rs

    Curtido por 1 pessoa

    1. A lembrança mais viva de minha mãe era ela atravessando o capinzal… Havia uma estradinha na lateral da horta, e dava na porta da cozinha, mas ela vinha sempre pelo meio do capim e abria os braços, como se dançasse com eles. Nunca vou esquecer dessa imagem. Repito sempre que vejo uma mita deles em qualquer lugar.

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